Hoje, abri o meu diário que há já muito tempo estava abandonado no fundo da caixa onde o deixei... Durante momentos, diverti-me, recordei palavras que já lá permanecem há alguns e bons anos...
14/1/02..."Eu não sei, sinceramente, o que dizer, porque a única coisa que te quero dizer é "amo-te", mas o meu silêncio, por vezes, torna-se eterno, o meu pensamento é o único refúgio onde eu consigo pensar e dizer e sonhar o que me apetece..."
9/2/03..."...assusta-me imenso a ideia que estou a viver um amor proibido, e que estou a vivê-lo somente e unicamente eu, e mais ninguém partilha este imenso amor que me domina e absorve completamente..."
13/9/03..."Oh, há quanto tempo não me permites que diga este teu nome, tamanha é a saudade a cada momento que te recordo, inesquecível é o único adjectivo que encontro para te poder descrever, para poder classificar todos os momentos que estou contigo. Como poderia eu esquecer-me de ti??? Diz-me, por favor, como poderia???..."
"Porque a cada momento que inconscientemente me magoas, conscientemente me matas, matas este meu amor que apenas se alimenta da saudade, das inesquecíveis recordações que me fazes viver..."
15/5/04..."Esta noite marcou-me para sempre, a musica de fundo e toda a multidão que girava em nosso torno ganha um novo sentido, momentaneamente julgo ouvir uma doce melodia que bailava e surgia com o doce balanço dos nossos corpos,..."
25/7/05..."Hoje o meu discurso não será construído de loucas e altivas metáforas, porque mais do que nunca pretendo alcançar algo de objectivo, contudo também agora mais do que sempre a minha vida envolve-se em indecifráveis metáforas que lentamente abalam o meu fraco coração!"
2005..."Doce Silêncio! O vazio que preenche a minha alma, grito sufocado por esta tranquilidade ardente que emana de ti! Eu e nada mais, apenas este desesperado desejo de fundir a minha pele com a tua essência, fruto da mais inocente tentação! Eu e nada mais...! Para lá de mim, apenas Tu!"
"Paz doce e calma de uma tarde de Verão, os últimos raios de sol envergonhados iluminam este momento, apenas nosso, numa praia perdida, num sonho duma criança..."
"Triste dia nublado!... Mergulho nesta solidão profunda, refugio-me na escuridão do meu Ser, numa eterna esperança de saciar esta sede de ti, de reprimir esta necessidade dos meus braços possuirem os teus! Bailando nos braços de ninguém, sonho encontrar-me nos teus; consigo sentir-te, como se te sentisse efectivamente..."
Agora, tu que lês este trecho da minha vida,
com certeza saberás muito mais do que alguém alguma vez soube sobre mim!! Estas palavras são pedacinhos de histórias de vários "alguéns", que muito mais contam aquilo que és pra mim agora! Na esperança que alguma vez entendas a tua história, aqui espero na calma impaciência de me acolheres nos teus braços...
Agora sabes um pouco do que fui, tudo o que sou, e o que talvez serei para sempre!! Pensa bem...(tu que lês)
Não será esta a nossa história?