Certo dia, tudo corria normalmente, e... mais uma vez o anjo que andava a admirar estava ali. Como de costume, o anjo que dizia ser uma elfa com nome de “Anarwen” era portadora de um sorriso luminoso, que ninguém conseguia interpretar. Não resisti a tal encanto e esperei o momento. Deixei vir a calma, sem receio nem nervosismo aproximei-me, o seu olhar era suficiente para iluminar a ala, sua beleza era estonteante, digna da sétima maravilha onde nos encontrávamos.
Parece que veio dentro de mim... e que algo me disse que aquela era a altura certa, e o local o cenário ideal, confesso que me sentia em casa, e então firme e humildemente lhe dirigi a palavra, dei-lhe as boas vindas e os parabéns pela escolha de tal lugar para se instalar, ela respondeu com um sorriso, o suficiente para mim. Seu sorriso e felicidade eram preciosos tesouros, banais no seu mundo élfico, mas para mim... era o meu maior desejo. “Esperei imenso tempo para te ver sorrir para mim” pensei eu, esperançoso que o sonho viesse a tornar-se realidade.
Fui persistente mas não abusivo, não deixei fugir a oportunidade. Foi um dia diferente para ela, e confesso que para mim também, inesquecível até hoje, e para sempre.
Não senti rejeição da parte dela, o que me deu mais confiança e esperança. Com ela não sentia o tempo passar, mas infelizmente o dia estava prestes a fechar as portas, era altura de partir. Eu receava que no dia seguinte ela não me desse tanta importância. Trocamos lembranças, despedi-me e telepaticamente disse-lhe “leva-me contigo ai, no teu coração”, senti que ela tinha recebido a mensagem. Esperei pelo dia seguinte, sempre de pensamento viajante. No dia seguinte lá estava ela, linda e iluminada, com os seus cabelos de oiro, não hesitei em dirigir-me a ela, tudo continuava perfeito, era como se fosse a continuação do dia anterior, como se tivéssemos feito uma pausa e retomássemos a história. História, sim, a história continuou e nunca mais teve fim, a confiança, as muitas semelhanças e poucas diferenças uniu-nos ainda mais, o amor de ambos foi correspondido e preenchido de amizade, carinho e muito amor. Por tanto amor por um humano Anarwen possuiu também um nome de humano, Inês, foi o nome escolhido, que o tem até hoje, assim como o amor de Pedro e Inês que continua e continuará até que a sua vida élfica terminar, mas como a vida dos elfos é eterna o seu amor também.
História de um amor real, e baseada em factos verídicos
parte desta história passou-se no mosteiro da batalha
Espero que o tenham gostado de o ler tanto como eu gostei de o fazer.