About Me
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Sou sincera e boa ouvinte. Divertida, adoro rir, boas gargalhadas na companhia de quem gosto. Adoro conhecer pessoas, olhá-las, observá-las, ouvi-las. Sou muito espiritual. Acredito na paz, no amor, na caridade, na fraternidade… Acredito no lado humano das pessoas. Adoro uma boa festa, uma boa conversa. E se adoro conversar… ADORO OS MEUS AMIGOS e mesmo ausentes estamos sempre presentes, porque não há distancia que nos separe, nem guerra, nem fronteiras... Adoro as noites de lua cheia, de estar deitada a beira-mar, de ouvir o som da rebentação das ondas, de andar descalça na areia molhada, de meditar em noites frias e olhar o horizonte. Luto pelo que acredito. Mas luto mesmo. Mas não piso ninguém para atingir os meus objectivos!!!! Defendo os meus princípios. Adoro a noite de tertúlia, as conversas animadas, as músicas que cantamos, os abraços partilhados, os desabafos sentidos, o companheirismo. De cantar (mal, mas canto). Adoro os meus irmãos de alma. Como adoro!!! O meu maninho Pedro e a minha maninha Patty. E a minha família moçambicana!! Adoro arte, espectáculo, luzes, palco, os cheiros das roupas, os papéis que se desempenham, a liberdade, a expressão; de pintar, de trabalhos manuais… tattoos!!!! Adoro passear, viajar… Adoro aprender. Sempre. Adoro ler. Adoro escrever o que vai na alma. Adoro escrever e intervir. Adoro receber os meus amigos, ter a casa cheia de “barulho”, de cheiros de comida, de perfumes, de risos… Adoro dormir umas boas horas seguidas, tranquilas. Adoro sentir o sol pela manhã. Adoro Lisboa, Porto, qualquer cidade de madrugada, despida de trânsito. Gosto quando o telefone toca e do outro lado esta uma voz amiga. O místico fascina me. Sonhar por vezes assusta-me. O desconhecido conhecido.
ABOMINO AS MENTIRAS. ABOMINO A FALSIDADE. ABOMINO A HIPOCRISIA. ABOMINO OS FALSOS PUDORES. ABOMINO AS TRAIÇÕES. ABOMINO AS MALDADES.
NÓS VALEMOS POR AQUILO QUE SOMOS E NÃO POR AQUILO QUE TEMOS...
"QUANDO SE CALUNIA OU BLASFEMA CONTRA ALGUÉM É PORQUE NOS SENTIMOS INFERIORES A ELE, NÃO POSSUINDO FORÇAS PARA SUPERÁ-LO. USA SE A COVARDIA E A CALUNIA, ÚNICAS ARMAS QUE OS COVARDES CARREGAM..."
I will not make the same mistakes that you did I will not let myself cause my heart so much misery I will not break the way you did You fell so hard I've learned the hard way to never let it get that far
Because of you I never stay too far from the sidewalk Because of you I learned to play on the safe side So I don't get hurt Because of you I find it hard to trust Not only me, but everyone around me Because of you I am afraid
I loosed my way And it's not too long before you point it out I cannot cry Because I know that's weakness in your eyes I'm forced to fake a smile, a laugh Every day of my life My heart can't possibly break When it wasn't even whole to start with
Because of you I never stay too far from the sidewalk Because of you I learned to play on the safe side So I don't get hurt Because of you I find it hard to trust Not only me, but everyone around me Because of you I am afraid
I watched you die I heard you cry Every night in your sleep I was so young You should have known better than to lean on me You never thought of anyone else You just saw your pain And now I cry In the middle of the night For the same damn thing
Because of you I never stray too far from the sidewalk Because of you I learned to play on the safe side So I don't get hurt Because of you I tried my hardest just to forget everything Because of you I don't know how to let anyone else in Because of you I'm ashamed of my life because it's empty Because of you I am afraid
Because of you
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Interests
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«Há um Portugal que trabalha, paga os seus impostos e luta duramente para pagar prestações no fim do mês; e depois há outro Portugal em que demasiadas pessoas vivem subsidiadas pelo Estado, estão no rendimento mínimo como forma de vida, beneficiam de rendas simbólicas e ainda se acham no direito de não as pagar», afirmou Paulo Portas, citado pela Lusa.
Salientando que «o CDS é o único partido sem medo das palavras», o líder popular considera que «quem está em Portugal, tendo ou não nacionalidade portuguesa, está obrigado a cumprir a lei».
Portas acusa o Estado de «desertar da sua responsabilidade em matéria de segurança»: «Não é possível dar segurança a 200 mil pessoas (as que vivem no concelho de Loures) com turnos policiais que apenas têm 80 efectivos».
«Há muitos cidadãos que vivem na Quinta da Fonte que são honrados, trabalham com esforço e têm direito à sua liberdade e à sua segurança. Ora, ao contrário dos que pensam que a questão é apenas social, a questão também é de autoridade», declarou, lembrando uma proposta do CDS-PP.
«Voltamos a interrogar: tão mal dizem da videovigilância mas, curiosamente, o país só soube que os acontecimentos se tinham dado porque um particular os filmou. É nossa obrigação perguntar: o que espera o Governo para ter videovigilância nos bairros sociais com maior incidência de conflitos e violência?», questionou.
Para Paulo Portas, «os portugueses que trabalham e pagam impostos não têm de custear estes comportamentos».
(Sócrates teve um daqueles momentos de "engenharia moderna"...)
O Primeiro-ministro José Sócrates NUM DOS MUITOS MOMENTOS DE ALUCINAÇÃO dirigindo-se a Francisco Louçã disse:
"VOCE NAO TEM IDADE, NEM CURRICULO ...".
Uma boa piada, diz um jornalista do Portugal Diário que foi à Internet verificar o curriculum de Louçã.
ACTIVIDADE POLÍTICA:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
ACTIVIDADES ACADÉMICAS:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Ec, onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internaci.
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
OBRAS PUBLICADAS:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Ec, traduzido como Turbulência na Ec
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. F
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
*** Fonte Wikipédia ***
Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
QUANTO AO CURRICULO ESTAMOS CONVERSADOS!!!
QUANTO À IDADE DEVEM TER DIFERENÇA DE MESES!!!!!!!!!!
SUPER ESCOLA PORTUGUESA!!!!
A SUPERESCOLA ou o retrato da escola portuguesa
Onde estão as melhores escolas do mundo? Claro! Está certo! Em... Portugal Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico. Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente! DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES
1. Língua Portuguesa 2. História 3. Língua Estrangeira I - Inglês 4. Língua Estrangeira II - Francês 5. Matemática 6. Ciências Naturais 7. Físico-Químicas 8. Geografia 9. Educação Física 10. Educação Visual 11. Educação Tecnológica 12. Educação Moral R.C. 13. Estudo Acompanhado 14. Área Projecto 15. Formação Cívica
É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15 Carga horária = 36 tempos lectivos Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal? Somos demais, mesmo bons! MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!! A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso; Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso; Não pode esquecer os outros alunos,"atestado-médico-excluídos" que também têm enormes dificuldades de aprendizagem; Integra alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezes não falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer cu;
Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como: * Currículos Alternativos
* Percursos Escolares Próprios
* Percursos Curriculares Alternativos
* Cursos de Educação e Formação MAS AINDA HÁ MAIS... A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:
* Educação sexual * Prevenção rodoviária * Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc. * Preservação do meio ambiente * Prevenção da toxicodependência * Etc, etc... "peço desculpa por interromper, mas... EM PORTUGAL SAO TODOS ORFAOS?" (possível interpolação do ministro da educação da Finlândia) Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores. Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá! Comparem!!!) Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados! Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito! Olha que há cada uma! COM FRANQUEZA!!!
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2008 - Verão de Indignação
1ª Indignação A véspera das férias de verão dos portugueses foi marcada por uma rara e inesperada comunicação do presidente ao país. O país, atento e expectante, ouviu e não entendeu. Aparentemente o tema apenas ao presidente dizia respeito. Saiu fragilizada a credibilidade do sistema governativo português. O apelo e confiança depositados na eleição deste presidente saíram uma vez mais defraudados.
2ª Indignação Os dias no Algarve revelaram-me uma enorme ausência de rigor na gestão do bem comum. Deparei-me constantemente com realidades contraditórias: num lado os campos de golfe e os hotéis e resorts de nível superior, irrepreensíveis e impecavelmente tratados, no outro e em zonas onde deveríamos assegurar uma presença e um cuidado igualmente irrepreensível encontrei praias sujas e lixo acumulado; paisagem terceiro mundista. Não me pareceu que algum governante nacional ou local tenha demonstrado qualquer apreensão por este tema bem à vista de todos.
3ª Indignação O presidente (algarvio de gema) preocupado consigo e apenas consigo solicitou que o tráfego aéreo fosse impedido na zona de praia que frequentava no Algarve.
4ª Indignação Constatei que, salvo raríssimas excepções, em Portugal as discotecas não controlam a idade legal de entrada dos jovens, e que são vendidas bebidas alcoólicas indiscriminadamente e sem controlo a miúdos com 11, 12, 13 anos de idade.
5ª Indignação Arderam, este verão, mais de 2 000 hectares que no ano passado. Não houve na agenda mediática a adequada referência ao principal flagelo do território nacional.
6ª Indignação Levei dois dos meus filhos num passeio turístico de autocarro panorâmico por Lisboa. Junto à torre de Belém a descrição feita pela informação gravada e que os passageiros ouvem através de headphones, fala do principal e mais conhecido símbolo português no mundo. Imediatamente ao lado estavam vendedores não autorizados de produtos imitação e um pouco mais à frente alguém ia descontraidamente perguntando aos transeuntes se queriam comprar haxixe.
7ª Indignação No mesmo dia e nos miradouros de Santa Luzia e da Cerca Moura em Lisboa – lugares de uma beleza paisagística arrepiante – observa-se o acumulado de lixo de meses nos telhados das casas adjacentes.
8ª Indignação No período de tempo em que o governo investiu 15 milhões de euros em todo o projecto e participação olímpica nacional, entregou cerca de 150 milhões de euros às contas bancárias dos partidos com assento na Assembleia da República.
9ª Indignação Os ministros das finanças e da segurança social não responderam à carta que lhes enviei a solicitar a lista das reformas de ex-governantes, deputados e gestores de empresas públicas.
10ª Indignação O desrespeito pelo trabalho dos agentes de segurança e a injustiça da justiça portuguesas bem patentes num caso de uma violação consumada e agressão brutal de um imigrante ilegal a uma rapariga de 19 anos no concelho de Sintra. Detido e identificado pela polícia foi libertado pelo tribunal.
(...)
387ª Indignação A apatia e submissão da comunicação social e da generalidade dos portugueses.
2 Setembro 2008
Se Nada Fizermos Nada Acontece.
Eduardo Correia Fundador do MMS
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Escovei o cabelo cem vezes antes de me deitar. Uma mulher nua. JA NAO SOFRO POR AMOR - um livro aspirina A CRIANÇA QUE NAO QUERIA FALAR
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DEFICIÊNCIAS Mário Quintana
"DEFICIENTE"-- é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"LOUCO" -- é quem não procura ser feliz com o que possui.
"CEGO"-- é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"SURDO"-- é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"MUDO"-- é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"PARALITICO"-- é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
"DIABETICO"-- é quem não consegue ser doce.
"ANAO"-- é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"A AMIZADE E UM AMOR QUE NUNCA MORRE."
"A JUSTIÇA CRIMINOSA" por Clara Ferreira Alves In Pluma Caprichosa *Segunda-feira, 22 de Out de 2007
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias,nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar averdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente"importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários,políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda,coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.
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Journal
PAPA:
Falei contigo pela ultima vez no dia de natal.
Nunca imaginei eu que seria a ultima vez contigo em vida.
Sempre te imaginei um ser eterno, que durarias a vida inteira.
Nunca concebi que um dia irias partir.
Sabes papa, nunca mais vou esquecer as historias que tive contigo, (e sao muitas), os teus ensinamentos, as tuas lagrimas quando falavas do avo, teu pai.
Das saudades que sentias dele e do modo terno e emotivo de como o evocavas, das vezes em que o acompanhavas, de como dizias ele ser inteligente e ser capaz de fazer um fato so de olhar para a pessoa e da angustia por precocemente o teres visto partir.
Nao vou esquecer a tua ausencia injusta por uns tempos e das tuas palavras sussurradas com tanto carinho e preocupacao de pai, mas que eu ouvi e pela primeira vez na vida chorei de dor e tristeza.
Da primeira vez que me levaste ao cabeleireiro e pediste para me fazerem um penteado lindo, diferente.
Das vezes que passeamos todos juntos como uma familia.
Das tuas madrugadas de trabalho arduo, de anos de sacrificio tudo pelas filhas.
Da tua alma de fadista escondida.
Do teu orgulho em teres trabalhado nas minas de urgeirica e da forma atenciosa com que te trataram.
Das tuas historias do ultramar e da tua madrinha de guerra.
E um dia a familia partiu-se e...
nunca abandonaste as tuas filhas.
Sei que choraste muito, que sofreste muito, mas o AMOR INCONDICIONAL e assim como o demonstraste: sempre perdoaste os nossos erros de adolescentes inconscientes e nunca, nunca nos abandonaste.
Nao esqueco de como gostavas de ter a familia reunida.
Da tua alegria estampada no rosto quando a princesa Ana Leonor nasceu, das recordacoes que ela te trazia de mim mesma.
Tivemos muitas brigas, muitas zangas, muitas opinioes contraditorias, e foi assim que cresci. Bati com a cabeca na parede e aprendi.
Nao esqueco as musicas que me ensinaste a ouvir.
Partiste mas estas aqui na mesma comigo.
Disse te adeus, deixei te partir, mas foi somente o teu corpo que deixei de ver.
A tua alma permanece comigo.
Eras um apaixonado pela vida.
Sempre buscaste o amor da tua vida, alguem que te entendesse, que te compreendesse.
Nao tiveste muito sucesso.
Mas o amor das tuas filhas era a tua alegria.
Amavas os teus rebentos. De diferentes formas, de diferentes manifestacoes mas todas iguais.
Aprendi o que era amar o proximo, ajudar quem precisa, respeitar, lutar pelo que queria.
Com sacrificio.
Aprendi e herdei tambem a impulsividade que te mantinha na luta do dia a dia.
Aprendi tambem a perdoar se de facto valer a pena e a nao ter o tal coracao de galinha como muitas vezes dizias que nao se devia ter.
E pela primeira vez na vida consegui libertar me dos preconceitos, dos medos de expor os meus sentimentos e dizer que te amava muito e dizer obrigado por tudo o que fizeste por mim e ouvir as tuas palavras embargadas de dor.
Tudo o que fizeste para eu ser quem sou hoje.
Nao esqueco os maus momentos porque aprendi muito com eles. Ensinamentos para toda uma vida de constante crescimento.
Aprendi o que sao as injusticas e como ferozmente as combateste.
O espirito rebelde que herdei de ti.
De facto a vida e um circo e sao muitas as vezes em que estamos tao ocupados a olhar para os palhacos, para os malabaristas que quase nem nos damos conta das coisas boas que nos acontecem.
Aprendi muito contigo.
Sem sacrificio, empenho e motivacao nada se consegue.
Ajudaste me na minha conquista. Trabalhei e estudei a noite. Consegui. Sei que nao era o teu sonho mas tambem sei que estas orgulhoso de mim. No fundo compreendeste que acabei por seguir o meu sonho e seria contraproducente o contrario.
Sinto a tua falta.
E tenho muito orgulho em ti.
Muito orgulho mesmo.
Toda a tua vida sempre verbalizaste o teu medo de morrer, o teu medo de ser enterrado.
E no dia do teu funeral, foste mais uma revelacao de coragem, de serenidade. Um exemplo de pessoa, um ser extraordinario.
As palavras do padre tocaram me profundamente quando se referiu a ti como um ser excepcional que enfrentou a morte em vida com tranquilidade e serenidade. Com a coragem que poucas vezes viu no ser humano.
Obrigado PAPA por mais este ensinamento.
Obrigado.
Tua filha
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Boa Semana - Glitter Para Orkut