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- A Lua de Joana - Quando o amanha chegar - Ensaio sobre a Cegueira
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O sol quando nasce é para todos...
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Este está a ser, definitivamente, "o ano negro"... As opiniões são sempre as mesmas: "para o ano será melhor", "mais cedo ou mais tarde algo de bom vai acontecer", "o tempo cura tudo", "nada acontece por acaso", etc. Opiniões que não posso desmentir, é claro que não devemos levar nada como certo, mas dói e muito ter objectivos e não os conseguir cumprir, prometemos a nós próprios que vamos consegui-los, que vamos dar tudo para chegarmos onde queremos, esforçamo-nos, lutamos e o resultado é: FALHANÇO! Sente-se o futuro a fugir-nos pelas mãos, cresce-nos a desilusão que pesa, a queda é tão grande que nos deixa em pedaços! Talvez pequenos demais para terem importância, mas suficientemente grandes para nos marcarem... Depois parece que tudo o que há de mau para acontecer vem como se nos despejassem em cima um saco cheio de lixo em que a porcaria vem toda ao de cima! Perdemos quem mais gostamos, afastamos quem mais gosta de nós... Talvez porque deixamos de gostar e de acreditar em nós próprios ou porque ALGUÉM O CAUSOU! Sinto que tudo aquilo por que lutei e sonhei foi um engano... No fundo tudo isto é um desabafo a mim própria, talvez para seguir o conselho de alguém e tentar, desta forma, perceber tudo o que se tem passado ultimamente. Não devo ser a única pessoa a passar por isto, é enorme a magoa que fica e insiste em ficar, há-de permanecer sempre, é como uma ferida que não fecha, ou fecha e deixa cicatriz... É certo que são essas "cicatrizes" que nos compõem, e que serão sempre uma mais-valia para o que vier a seguir... O que não estiver bem feito agora, ficará perfeito se assim tiver de ser... Nesta porcaria toda, alguma coisa já aprendi, aprendi a libertar-me dos outros, porque a partir de agora conto comigo e só comigo. Contudo sorrio, mas não me sinto feliz...
Tenho sido forte durante todo este tempo... "ser" não é bem o termo, acho que fingir é o mais adequado. Durante todo este tempo tenho fingido que nada me afecta, reajo friamente a tudo e com todos... Pensava que as lágrimas já tinham secado (com tanta frieza que me tem invadido), mas hoje insistiram em cair, explodi e desfiz-me em lágrimas.
Acontece que, no final, pensamos sempre no princípio.
Isa
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Bjoka**