About Me
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"Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas, a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus. Sou fácil de definir. Vi como um danado. Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma. Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei. Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver. Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras; Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais. Um dia deu-me o sono como a qualquer criança. Fechei os olhos e dormi"
Alberto Caeiro
www.lybelinha.blogspot.com
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Pessoa e heter
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Journal
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O algarve cheira a açúcar, o alentejo pisa-me.
Rebanhos de ambos os lados da estrada, vacas que se saciam em banheiras, rolos de palha embalados.
Ganas de ver essa pureza de novo, os olhos de luz escura das mulheres do sudoeste.
Não me imagino com uma estrangeira.
Não me imagino "com um tigo" do país, daí.
E a kony que se bate tal e qual como que com a satisfação de um djambe, ressoa num tronco de eucalipto oco, penetra na voz do ricardo e entra-me com o licor...
Assim se faz esta espécie de povo, carregado de misturas culturais do que me também sou eu.
Mas de qualquer das formas, nunca será com uma estrangeira, nunca será com as beiras que te escutam, da Coimbra que te acolhe. Nunca verá desse supé o que vejo no meu cume. E gosto por isso. Agora. Meu estranho confidente.
Recordo o ideal que até há tão pouco parecia favorável...e sente-se...finalmente, a ridicularidade.
(Num pouco de Lobo Antunes)
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