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Coimbra A história escreveu-se com sonoridades Celtas até ao Séc. II AC, século marcado pela chegada dos romanos e da qual ficaram até aos nossos dias sinais de uma cultura grandiosa que podemos admirar no Criptopórtico da Civitas Aeminum que hoje integra o Museu Nacional de Machado de Castro.Coimbra fez-se depois Mourisca e já Almedina era o nome da cidade dentro das muralhas, quando chegou o tempo da afirmação da Fé Cristã pela Reconquista. As urbes protegiam-se então à volta dos templos, e Coimbra por vontade de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, viu nascer em 1131 o Mosteiro de Santa Cruz e fez-se cidade berço de Reis.A Sé Velha sagrada em 1184 testemunha ainda hoje o imaginário da Arte Românica.Mas Coimbra deve aos monges de S. Bento e de Cister, Mosteiros e Conventos de grande sobriedade, onde a luz iluminava paredes nuas e arcos elevavam as construções a Deus.Santa Clara-a-Velha que é deste tempo, testemunhou sempre a devoção que o povo prestava à Rainha Dona Isabel de Aragão que o tempo tornou Santa.Foi em Santa-Clara-a-Velha que viveu Inês de Castro, essa bela mulher por quem D. Pedro se tomou de amores. E foi também aqui que D. Afonso IV mandou executar Dona Inês e iniciou assim a mais trágica e imortal história de amor escrita em Português. Mas é o Renascimento e a Universidade que distinguem, secularmente, Coimbra. Fundada em 1290 por D. Diniz, foi transferida para Coimbra em 1537. Os estudantes deram e continuam a dar a Coimbra, Fados e Baladas, Livros e Poemas, Sonhos e Saudade. É por isso que mesmo que quando a Porta Férrea fica para trás na vida de todos, Coimbra nunca parte.
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May 16, 2008
10:19 PM
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